Perturbação de stress pós-traumático

04.09.2011 por

As pessoas com PSPT apresentam pensamentos e imagens incómodas recorrentes (denominados flashbacks), sonhos ou pesadelos perturbadores e sintomas fisiológicos — todos referidos como sintomas de “re-experiência” — após exposição a um evento traumático. Embora as pessoas possam ter reacções graves a eventos que não são fisicamente ameaçadores, tais como a perda dum emprego ou dum relacionamento, o diagnóstico da PSPT requer que o evento traumático tenha apresentado risco de morte ou de lesão grave. Além disso, a exposição deve ter sido acompanhada por uma sensação de medo intenso, de desespero ou de pavor.

Para além de re-experimentar os sintomas, os doentes têm sintomas de fuga e sinais de hiper-excitabilidade. A fuga pode manifestar-se como uma recusa em falar ou mesmo pensar sobre um evento traumático. Os sintomas de hiper-excitabilidade incluem perturbações do sono, irritabilidade, dificuldade de concentração, hiper-vigilância, explosões de raiva e a dificuldade generalizada em regular as emoções.

O diagnóstico requer pelo menos 1 sintoma de re-experiência, 3 sintomas de fuga e 2 sintomas de hiper-excitabilidade. Embora a maior parte dos doentes tenham sintomas imediatamente após o acidente, o diagnóstico de PSPT não pode ser efectuado antes de 1 mês após o evento traumático. Durante o primeiro mês, um diagnóstico de perturbação de stress aguda pode ser apropriado. Os médicos de família podem estar numa posição privilegiada para detectar uma forma de PSPT que pode ser desencadeada pelo diagnóstico ou tratamento duma doença potencialmente fatal.

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Perturbação ansiosa social

04.09.2011 por

Anteriormente denominada fobia social, a perturbação ansiosa social é caracterizada pelo medo de ser escrutinado e negativamente avaliado por outros. Pode manifestar-se como medo de falar em público, de actuar, de participar em eventos sociais, de utilizar casas de banho públicas ou de escrever o nome em público. Os doentes podem abordar situações sociais com ansiedade considerável ou podem evitá-las a todo o custo. Tal como a maior parte das pessoas com fobias, os doentes com uma perturbação ansiosa social reconhecem que o seu medo é excessivo.

Nesta perturbação, o “desvio de auto-atribuição” encontra-se invertido: geralmente, as pessoas atribuem a si próprias o mérito quando as suas interacções sociais são bem sucedidas e culpam os outros quando não o são. Os doentes com uma perturbação ansiosa social irão atribuir o mérito dum discurso bem sucedido a uma boa audiência mas culpam-se a si próprios por ocorrências menos bem sucedidas.

A perturbação ansiosa social é a perturbação ansiosa com início mais precoce e está associada a um nível educacional mais baixo, geralmente devido ao facto das pessoas afectadas acharem difícil tolerar o meio social escolar. Está também associada a um pior desempenho no emprego, provavelmente devido ao facto das posições de responsabilidade geralmente requererem a supervisão de outros e a necessidade de falar em frente de grupos.

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